Detentos denunciam tortura em depoimento a Defensoria Pública e Ministério Público

Do(a) Ivani Leitão - Ass. de imprensa por Publicado em 25/08/2016 às 12:02

A Promotoria da Execução Penal de João Pessoa solicitou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária a instauração de procedimento administrativo e abertura de inquérito pela Polícia Civil para apurar denúncia de tortura aplicada pelo diretor do Presídio PB1, Lincon Gomes Pedrosa Sousa quando era diretor do Presídio do Róger.

A denúncia de tortura foi feita pelos próprios detentos do Presídio do  Róger perante a juíza Andréa Arcoverde Cavalcanti,  o promotor  Otacílio Marcus Machado Cordeiro e o defensor público Severino Nunes Lucena.

De acordo com os apenados, o ex-diretor chegou a raspar a tatuagem de um deles com um faca de 12 polegadas. Além disso, ele agrediu detentos nas mãos e nos pés com palmatória e usava também uma espécie de cassetete com o nome “direitos humanos” gravado para praticar agressões. Ainda segundo a denúncia, o ex-diretor chegou a atirar com balas de borracha em um dos detentos.

 O promotor Otacílio Machado, além de solicitar a instauração do procedimento, encaminhou ofício ao Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (Ncap) do Ministério Público da Paraíba e à Promotoria da Tutela Coletiva do Sistema Prisional e Direitos Humanos para que acompanhem o caso.

Tumulto

O promotor informou ainda que será investigado o tumulto ocorrido na Presídio do Róger, na madrugada desta quinta-feira (25). De acordo com informações, um agente penitenciário e três apenados ficaram feridos durante uma confusão que teria começado após um pacote ser jogado dentro da unidade prisional.

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